Em celebração ao Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência
(21 de setembro), o Deputado Estadual Renato Roseno (PSOL) fez
pronunciamento , pautando a importância da luta
por mais acolhida, por mais direitos, uma efetiva participação e
inclusão na sociedade.
Confiram fala do parlamentar:
"Queria saudar, nas galerias e no plenário, a presença do movimento
Fortaleza Azul (grupo de pais e mães de crianças que estão dentro do
espectro do autismo), agradecer também a participação da Associação dos
Surdos de Fortaleza e do Centro de Apoio às Mães de Pessoas com
Eficiência (CAMPE) por essa luta tão bonita e necessária.
O tema
dos direitos humanos das pessoas com deficiência é central na nossa
atuação. A nossa primeira luta é pela visibilidade. Estas mães que estão
aqui sabem da pressão da sociedade para que elas escondam seus filhos
em casa, para que os deixem sem acesso ao serviço público. E defendemos
aqui quatro eixos: o da inclusão social, da educação, da saúde e do
trabalho. Nós lutamos por esses quatro eixos e somos solidários na
caminhada.
Estamos juntos nessa luta, é uma luta civilizatória,
não trabalhamos com a ideia de caridade, não se trata de benevolência,
se trata de direitos, uma sociedade melhor para as pessoas com
deficiência é uma sociedade melhor para todos(as). A minha dignidade se
realiza na dignidade do outro. Por uma sociedade inclusiva onde caibam
todos(as). O nosso direito é de uma vida sem limites", afirma Renato
Roseno (PSOL)
PROJETO DE LEI - "Eu queria aqui, inclusive, fazer
um apelo aos nossos amigos(as) deputados(as) da Comissão de Saúde:
encontra-se um projeto de lei de nossa autoria (de autoria desses pais e
mães) que proíbe a sobretaxa ou pagamento qualquer para a matricula dos
filhos com deficiência. Esta matéria já teve parecer favorável na
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na Comissão de Educação e
encontra-se agora na Comissão de Saúde. É uma única matéria, mas têm um
peso simbólico importante para essas mães e pais", afirma o parlamentar.
Para combater a abusividade das taxas adicionais cobradas aos
estudantes autistas de escolas particulares no Estado do Ceará, o
deputado Renato Roseno apresentou, no dia 10 de março, Projeto de Lei à
Assembleia Legislativa, proibindo a cobrança de sobretaxa a qualquer
estudante com deficiência, seja de Síndrome de Down, autismo ou qualquer
outro transtorno. Pelo projeto, as instituições de ensino devem estar
preparadas a receberem o aluno especial “dispondo de corpo docente
qualificado para tal, com o objetivo de atender todas as necessidades”.
As escolas cobram esse adicional nas mensalidades, mas isso é proibido, é
inconstitucional. Já existe, inclusive, recomendação do Ministério
Público contra essa sobretaxa, que na verdade acaba afastando as
crianças com deficiência da escola.
CONVENÇÃO - Em 2008, o
Brasil ratificou a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com
Deficiência, que passou a ter status de emenda constitucional, e em
2012, as pessoas com autismo foram legalmente reconhecidas como pessoas
com deficiência, tendo em vista a Lei nº 12.764, que institui a Política
Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro
Autista, regulamentada pelo recente decreto da Presidência da República,
de 2 de dezembro de 2014, de nº 8.368.
SAIBA MAIS - Atualmente,
45,6 milhões de pessoas declaram ter algum tipo de deficiência no
Brasil, segundo o Censo IBGE/2010. Quase 28% da população cearense
possui alguma deficiência (física, auditiva, visual, mental ou
múltipla), segundo o Instituto: aproximadamente 2,3 milhões de
cearenses. Desse total, 963,4 mil ocupam algum posto de trabalho,
assalariado ou não.
Apesar dessa realidade, os estudos apontam
que algo em torno de 24 mil postos de trabalho deveriam ser ocupados
pelas pessoas com deficiência no Ceará, se levada em consideração a
política de cotas que destina entre 2% e 5% dos empregos da iniciativa
privada.
Dados do IBGE, revelam um cenário alarmante: dos 78,5
mil crianças e adolescentes, entre zero e 17 anos, com deficiências,
apenas 2,6 mil, ou seja, 3,31% estão na sala de aula na Capital. No
Brasil, estima-se que apenas 20% das escolas públicas estão acessíveis.
Por mais acolhida, por mais direitos, por uma efetiva participação e inclusão na sociedade.
Fonte: Facebook do Joaci Gomes
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